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ACS/AL e ASSMAL conseguem revogar a prisão e a transferência dos militares

 

Setores jurídicos das entidades foram acionados e se mobilizaram em favor dos PMs presos

Após o acontecimento ocorrido na última quinta-feira (23) no litoral sul de Alagoas que envolveu três policiais militares que faziam uma blitz de rotina e abordaram o coronel Adroaldo Freitas Goulart Filho, o mesmo os denunciou e uma confusão foi gerada, pois o Comando-geral da corporação determinou a prisão deles, porém eles foram liberados no último domingo (26).

Diante dos fatos, o cabo Wellington que é presidente da Associação dos Cabos e Soldados em Alagoas, o sargento Gedson que preside a Associação dos Subtenentes e Sargentos em Alagoas, bem como o setor jurídico das duas entidades se encaminharam ontem (27) para o Comando-Geral a fim de esclarecer o que aconteceu e, com isso buscar a revogação das prisões e as transferências dos policiais militares. “Conseguimos revogar as prisões e as transferências, graças ao trabalho e dedicação dos advogados da ACS/AL e da ASSMAL. Desde o primeiro momento da prisão dos militares já nos mobilizamos e demos a assistência jurídica a eles, mesmo dois deles não sendo sócios. A instituição militar ficou ferida com o fato ocorrido e a nossa postura foi em defesa dos PMs. Parabenizamos os companheiros injustiçados, o 2º tenente Antônio Edvaldo da Silva, o 3º sargento Alexandro de Farias Barros Santos e o soldado Thiago Cavalcante Araújo de Oliveira por suas posturas éticas diante da abordagem e daremos o suporte jurídico necessário no que eles precisarem”, disse o Cabo Wellington.

O coronel Wilson foi designado pelo Comando-geral para apurar a sindicância e o processo disciplinar deste caso. Além disso, a ACS/AL e a ASSMAL, através dos seus advogados, solicitaram o acompanhamento e a fiscalização por parte do Conselho Estadual de Segurança Pública de Alagoas (CONSEG) que terá como representante o defensor público Rildson Martins, do Ministério Público de Alagoas (MP/AL) e da Defensoria Pública. “Todo processo de investigação no que se refere as prisões dos militares durante a blitz de rotina onde o coronel Goulart foi abordado será realizado através do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Este é o procedimento prévio que irá analisar a conduta do coronel e se ela está na seara administrativa. Se o crime for constatado será instaurado o Inquérito Policial Militar (IPM)”, explicou o Cabo Wellington.

Hoje (28) às 14 horas, o Cabo Wellington (ACS/AL) e o Sargento Gedson (ASSMAL), irão até a sede das Promotorias da Capital, no Barro Duro, a fim de serem ouvidos pelo procurador-militar Carlos Alberto Alves de Melo.

Texto: Deisy Nascimento (ASCOM-ACS/AL)