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Entidades lamentam decisão do STF que proíbe greves para policiais civis, militares e federais

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu greves de policiais civis, militares e federais, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol-AL) e a Associação de Cabos e Soldados (ACS-AL) lamentaram a medida adotada na tarde desta terça-feira, 05.

O presidente do Sindpol, Josimar Melo, lembra que a Constituição não proibia a paralisação da categoria.

“A gente só tem a lamentar, porque é mais um ataque aos servidores públicos, ainda mais relacionada a Polícia Civil. A Constituição diz que quem não pode fazer greve são os militares e forças armadas, mas a PC tem que ser regulamentada, temos o direito, precisa de uma lei. Não existe lei nenhuma que proíba qualquer agente de segurança pública de caráter civil de fazer greve. É lamentável”, frisou.

Já o presidente da ACS-AL, Cabo Wellington, afirma que os policiais militares já não podiam deflagrar greve, mas reforça que as alternativas para a cobrança dos direitos dos militares continuarão a ser tomadas.

“Quando a gente ia fazer alguma mobilização, fazíamos dentro da legalidade na Operação Padrão, porque é uma forma de cobrar as necessidades da corporação. Essa decisão enfraquece a categoria e fortalece o governo. Mas não vamos recuar, temos que buscar direitos, caso o Estado não estiver cumprindo com as obrigações junto aos órgãos de segurança pública. Uma decisão dessa não vai intimidar os profissionais de segurança”, afirmou.

A decisão do STF proíbe qualquer forma de paralisação nas carreiras policiais tendo em vista o artigo 142 da Constituição, que proíbe sindicalização e greve de integrantes das Forças Armadas, sob o argumento de que representam risco para a segurança pública e para a manutenção da ordem.

Fonte: tnh1